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2010 foi um bom ano para pecuaristas e indústria de suplementação; como será 2011?

O ano de 2010 foi um bom ano para a pecuária de corte e de leite e, consequentemente, também para a indústria fornecedora de insumos. A capacidade de troca de kg de suplemento mineral pronto uso comprados por kg de produto vendido melhorou para o pecuarista, se for feita uma comparação entre janeiro e dezembro de 2010, mesmo com o aumento do preço dos suplementos durante o mesmo período (aproximadamente 25%).

Para se ter uma ideia, em 2010, com um bezerro foi possível comprar 7,1% a mais de kg de suplemento mineral; já com uma arroba, essa relação foi 9,2% superior e com o preço do leite, 4,6% maior.

A seca no ano de 2010 foi longa, o que gerou um expressivo aumento no consumo de suplementos, principalmente os de maior consumo, como os proteicos e proteicos energéticos. Esse fator, juntamente com o aumento do rebanho brasileiro, contribuiu para o crescimento para a indústria de suplementos para bovinos.

Diante disso, pode-se concluir que 2010 foi um bom ano tanto para os pecuaristas como para a indústria de suplementação mineral.

Como será 2011? Para traçar um cenário, é preciso levar em conta algumas variáveis que podem influenciar o desempenho da cadeia produtiva no Brasil.

A indústria de suplementação mineral depende diretamente da rentabilidade da pecuária de corte e de leite e a remuneração do setor depende da oferta e da demanda. A oferta de carne e leite no ano de 2011 apresenta uma tendência de aumento, mas ela é dependente de fatores climáticos e do preço dos ingredientes para a alimentação dos animais, principalmente a produção de leite e o con finamento. A expectativa também é de aumento na demanda nacional e internacional, mas fatores climáticos, taxa de câmbio e crises econômicas podem mudar a tendência de crescimento dessa demanda.

A variação dos preços dos insumos para a produção dos suplementos também deve ser considerado ao traçar um cenário. O fosfato começou o ano subindo e tem o preço atrelado aos fertilizantes fosfatados de uso agrícola, assim como a ureia pecuária também tem o preço atrelado ao mercado de fertilizantes; o sal depende muito do frete e o preço dos farelos tende a ser maior que os praticados em 2010. Em relação ao frete, um dos nossos maiores gargalos, continuamos pagando o alto custo da falta de infraestrutura, que gera a situação: quanto mais produzimos, mais caro fica o frete.

O fator clima é um tanto quanto incerto e pode trazer sempre surpresas, mas teoricamente a duração da seca deve ser mais branda que em 2010. O rebanho brasileiro tende a continuar crescendo com a retenção de matrizes, mas ficam as perguntas:

Temos pasto para sustentar um crescimento do rebanho? Com a diminuição do desmatamento, a alternativa é a reforma das pastagens degradadas, mas o pecuarista da fase de cria está capitalizado para investir na reforma das pastagens? Para aumentar a oferta de animais para o abate e manter o crescimento do rebanho é necessário que nasçam mais bezerros, portanto aumentar a retenção de matrizes. Em qual fase do ciclo estamos?

Mesmo diante de tantas incertezas, acredito que 2011 será um bom ano, com um preço médio da arroba maior do que 2010, ocorrendo o mesmo para o preço do leite. Consequentemente deve ser um bom ano para a indústria de suplementos minerais. Esperamos os preços dos insumos para a produção de suplementos se mantenham e desta forma favoreçam a relação de troca.

* Sergio Carlo Franco Morgulis é médico veterinário e diretor da Minerthal Produtos Agropecuários Ltda, fabricante de suplementos minerais para bovinocultura de corte e leite, desde 1973.

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