Minerthal

Suplementação estratégica para o período seco

* Fernando José Schalch Júnior

O período seco é o mais conturbado para a produção pecuária brasileira, devido às limitações de disponibilidade e qualidade das forrageiras tropicais. As pastagens brasileiras são caracterizadas por rápida taxa de crescimento durante o período chuvoso e altos níveis de nutrientes. Com a chegada da estação seca, os níveis de nutrientes decrescem rapidamente, particularmente em conteúdo total de proteína bruta, constituindo o principal fator limitante para a produção animal.

O valor nutritivo das pastagens é baixo no período da seca, pois a maioria não atinge o valor mínimo de 6,5% de proteína bruta, o que limita o desenvolvimento dos microrganismos do rúmen, o aproveitamento e o consumo da forragem, resultando em baixo desempenho dos animais. Essa deficiência sazonal pode ser suprida pelo fornecimento de proteína adicional à dieta dos animais, tanto de origem vegetal (farelos), como também proveniente de compostos nitrogenados não-proteicos (ureia pecuária e sulfato de amônia, por exemplo).

O consumo de matéria seca por animais em pastejo está relacionado diretamente com a disponibilidade e qualidade da forragem. A inclusão de fontes protéicas na dieta de ruminantes tem como objetivo manter a concentração de nitrogênio ruminal em níveis elevados, aumentando, assim, o consumo de matéria-seca por intermédio de melhorias na fermentação ruminal, consequentemente, aumentando a ingestão de nutrientes e o desempenho animal.

Frente a essas condições, a alternativa mais viável, tanto biológica como economicamente, é suplementar os bovinos nesse período, qualquer que seja a sua categoria, com produtos que contenham, além de minerais, também fontes proteicas.

Isso é fazer uma suplementação estratégica, ou como costumo falar, suplementação de precisão, que leva em conta os diferentes fatores que podem influenciar as exigências nutricionais dos bovinos. A suplementação de precisão permite fechar a conta da equação resultado (meta de desempenho do animal) X necessidade animal (categoria animal) X qualidade das forragens disponíveis. Entendendo como isso funciona, é possível fornecer nutrientes de qualidade em quantidades ideais, durante todo o ano.

Assim, usar suplementos adequados no período seco, desde que exista boa disponibilidade de pastos (ainda que de baixa qualidade), proporciona expressivas melhoras no desempenho produtivo dos bovinos de corte, principalmente pelo aumento da produção de proteína microbiana, com ampla relação custo/benefício, reduzindo as sérias consequências do período de crise forrageira sob o desempenho animal.

A suplementação de precisão é uma excelente ferramenta técnica para elevar a produtividade, com aumento da eficiência econômica do setor de produção de carne bovina, que como consequência amplia os lucros dos pecuaristas. Os ganhos de produtividade e aumento da produção somente se viabilizarão mediante a utilização econômica eficiente de técnicas intensivas de produção.

* Fernando José Schalch Júnior é zootecnista e responsável técnico da Minerthal Produtos Agropecuários Ltda.

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